Com revisão de dados do Caged, geração de vagas formais cai pela metade em 2020

Em janeiro, quando ainda era divulgado pelo Ministério da Economia, o Caged registrou a criação de 142.690 vagas com carteira assinada no acumulado do ano. Agora, o painel mostra o saldo de 75.883 novos empregos no ano de 2020.

Motivo de comemoração do ministro da Economia, Paulo Guedes, a geração de empregos formais em 2020 caiu em 46,8% após atualização de dados defasados. A comparação é possível por meio do documento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado em janeiro deste ano, com os dados acumulados de 2020, e os números do painel do Caged atualizados com novas informações.

Em janeiro, quando ainda era divulgado pelo Ministério da Economia, o Caged registrou a criação de 142.690 vagas com carteira assinada no acumulado do ano. Agora, o painel mostra o saldo de 75.883 novos empregos no ano de 2020.

Embora o ano de 2020 tenha registrado a maior queda da atividade econômica desde 1990, a forte geração de emprego no ano foi motivo de comemoração da equipe econômica por mais de uma vez. Isso porque, segundo o ministro Guedes, essa era a grande diferença da recessão de 2020 em relação às recessões de 2015 e 2016.

Para 2021, o novo ministro de Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, já afirmou que espera a geração de 3 milhões de novos empregos. A previsão, no entanto, contava com a implementação de novos programas de estímulo ao emprego que não foram aprovados com a recusa do Senado à MP 1045. Até setembro, o Brasil acumulava 2,5 milhões de novos empregos com carteira assinada.

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