Grupo comandado por pastor acusado de lavar dinheiro do PCC no RN movimentou R$ 206 milhões

Um relatório divulgado pelo MPRN revelou que um de pastores associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), no Rio Grande do Norte, movimentou mais de R$ 206 milhões ao longo de 18 anos, por meio de 215 contas bancárias, em lavagem de dinheiro com a compra de imóveis, fazendas, rebanhos bovinos e até com o uso de igrejas.

O líder desse grupo é Valdeci Alves dos Santos, conhecido como “Colorido”, que desempenha um papel de destaque no PCC. Depois de fugir da prisão em 2014, Valdeci permaneceu foragido até ser capturado em 2022. Ele e outros membros do grupo agora enfrentam acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Conforme trecho do documento, “no período compreendido entre 2009 a 2021, os denunciados, em diversos atos independentes, ocultaram e dissimularam a origem e propriedade de valores provenientes, direta e indiretamente, das infrações penais praticadas pelos denunciados GERALDO FILHO e VALDECI DOS SANTOS, em especial os crimes de tráfico de drogas, através da aquisição e transmissão de imóveis, distribuição de numerário, fracionamento de depósitos não identificados e pagamentos de contas”, diz. 

O grupo é investigado na “Operação Plata”, deflagrada do dia 14 de fevereiro deste ano, no Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Paraíba. 

De acordo com o relatório, Valdeci dos Santos, o denunciado, é amplamente conhecido como traficante de drogas. Até sua recente prisão em abril de 2022, ele era considerado a segunda liderança mais importante do tráfico fora do sistema penitenciário, acumulando um extenso histórico criminal.

“Muito desse vasto histórico criminal, que data de 1993 até os dias atuais, são fatos públicos e objetos de diversas matérias jornalísticas, que vêm expondo a reiterada participação de VALDECI em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico de armas, entre outros. Por essas atividades delitivas, VALDECI encontrava-se recolhido no sistema penitenciário, tendo sido beneficiado pela saída temporária no dia dos pais em 07/08/2014, sem retorno voluntário, até ser recapturado no último dia 16/04/2022”.

E prossegue: “Destaque-se que o denunciado VALDECI é considerado o grande autor e responsável pelo suposto plano de resgate de Marcos Willian Herbas Camacho (“Marcola”), conforme conhecimento produzido no âmbito do Sistema Penitenciário Federal e apresentado nos autos do processo de execução nº 1003772-62.2022.8.17.4001”, diz trecho. 

Tribuna do Norte

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